29.8.09

Sistema de Medidas



Estava realizando a atividade 2 de Didática, Planejamento e Avaliação onde deveria relatar como desenvolvo com meus alunos atividades de modo que possibilite que estes cresçam com autonomia e desenvolvam sua criatividade. Resolvi então mostrar uma parte do meu trabalho neste slide onde trabalhei "Sistema de Medidas" partindo de uma atividade de matemática que nos foi ensinada em semestre anterior.
Os alunos assim como nós, tinham medidas feitas à partir de tiras de papel das quais deveriam fazer uso para medir o que escolhessem no pátio da escola. Após a exploração, discutimos no grande grupo o que descobriram e quais os critérios que utilizaram para medir objetos maiores ou menores do que a medida que tinham. Expliquei então como é o sistema de medidas padrão e eles então retornaram ao pátio para medir novamente os mesmos objetos que haviam medido com a medida de papel. Após esta outra exploração, começamos a medir as lajotas do pátio para pintar jogos de amarelinha, sapata, caracol, quatro canto no chão, tudo utilizando o sistema de medidas e trenas para tanto. O resultado foi maravilhoso, tornando a aprendizagem relamente significativa, possibilitar que estes cresçam com autonomia e desenvolvam sua criatividade.
Fazendo referência a Rodrigues(2001) "

Os pressupostos teóricos estabelecem as diretrizes do trabalho, definido procedimentos e estratégias metodológicas. Em outras palavras, planejar é a constante busca de aliar o "para quê" ao "como", através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo. Os "pressupostos" expressam a fundamentação teórica; são os alicerces, as referências para a prática, representando as metas e, até, os ideais. Por sua vez, os "princípios" são necessários para garantir a aproximação da prática aos ideais e vice-versa. Tornam-se uma forma de promover a reflexão sobre a ação, sinalizam a aproximação ou não aos ideais. Um bom exercício é pensarmos quais são as nossas concepções, elegendo alguns eixos como "sociedade, homem, conhecimento, educação, aprendizagem, currículo e cultura".(RODRIGUES, 2001).

VII Semestre



Fim de férias e finalmente inicia o 7º Semestre e estamos muito perto da tão sonhada graduação. Rever os colegas, professores e tutores é sempre uma grande felicidade, mas o que torna mais interessante é a forma como se iniciam nossas aulas. Sempre nos levando a buscar o conhecimento e aguçando nossa curiosidade. Espero conseguir tornar minhas aulas tão interessantes quanto as que temos neste curso que nos mostra o quanto é importante a formação na nossa caminhada como educadores.

14.6.09

Barulho na Escola



Realizando as pesquisas para o nosso PA, percebi como educadora, que o barulho na escola é um dos fatores que causam distração, irritação e muitas vezes são causadores também de repetências. Os alunos parecem cada vez mais agitados e gritando. Por vezes percebemos até mesmo agressões porque parecem estar sempre gritando e muitas vezes para nos fazer ouvir é necessário abafar suas gritarias com métodos alternativos como apagar a luz até que o grupo entenda qual o objetivo da atitude de nossa atitude.
As pesquisas realizadas indicam que o Barulho no ambiente escolar pode desencadear um processo de sintomas que algumas vezes podem levar o educador (a) a licenciar-se. Conforme Barros et al. (2008): “Em função do barulho excessivo, muitas atividades de sala de aula são prejudicadas. Grande parte dos professores prefere realizar suas tarefas fora de sala de aula. Algumas professoras relataram que, para conseguirem ensinar sem prejudicar sua voz, dividem a sala em grupos e se sentam com cada pequeno grupo de alunos para lhes explicar a matéria a ser realizada”.
Em São Paulo, existem pesquisas comprovam que os Ruídos em escolas podem afetar saúde e especialistas aconselham que "Mudar o comportamento pode contribuir para diminuir os sintomas físicos e psicológicos"
A poluição sonora gera diversos efeitos indesejáveis como perda de audição e aumento da pressão arterial (efeitos fisiológicos), incômodos (efeitos psicológicos), stress, tensão, queda do desempenho, interferência com a comunicação oral, irritação e influência na tomada de decisões, por isso, o ruído é um mal invisível que deve ser constantemente combatido.

9.6.09

Kant -




O homem é a única criatura que precisa ser educada. Por
educação entende-se o cuidado de sua infância (a conservação,
o trato), a disciplina e a instrução com a formação.
Conseqüentemente, o homem é infante, educando e discípulo.

KANT, Immanuel (1724-1804)

Lendo o texto de Kant para realizar a atividade de Filosofia, percebo que o autor ao relatar que "O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação dele faz." vejo uma relação direta com o texto de Adorno "EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ" porque quem criou aqueles nazistas, quem deu a formação necessária para que executassem tal barbárie?
E a nós, educadores qual a nossa parte para evitar que novas barbáriers aconteçam?
Como diz Kant "Note-se que ele só pode receber tal educação de outros homens, os
quais a receberam igualmente de outros. Portanto, a falta de disciplina e de instrução em certos homens os torna mestres muito ruins de seus educandos. Se um ser de natureza superior tomasse cuidado da nossa educação, ver-se-ia, então, o que
poderíamos nos tornar. Mas, assim como, por um lado, a educação ensina alguma coisa aos homens e, por outro lado, não faz mais que desenvolver nele certas qualidades, não se pode saber até aonde nos levariam as nossas disposições naturais. Se pelo menos fosse feita uma experiência com a ajuda dos grandes e reunindo as forças de muitos, isso solucionaria a questão de se saber até aonde o homem pode chegar por esse caminho. Uma coisa, porém, tão digna de observação para uma mente especulativa quanto triste para o amigo da humanidade é ver que a maior parte dos grandes não cuida senão de si mesma e não toma parte nas interessantes experiências sobre a educação, para fazer avançar algum passo em direção à perfeição da natureza humana.


É preciso acordar e perceber que somos formadores de opinião e que hoje, o nosso maior desafio é formar homens que tenham o sentido de cidadania consciente de seus atos.

2.6.09

Estudo de caso


Estava realizando a atividade de EPNE do meu Estudo de Caso quando percebi que quando decidi enfrentar o desafio de alfabetizar a Carla, recebi a oportunidade de ser uma profissional melhor e que ela me oportunizou a chance de aprofundar melhor nos meus estudos.

." ...é correto incluir a deficiência mental, na seção das necessidades educativas especiais de caráter permanente, ainda que o desafio do educador consista justamente em tratar de mudar para melhor o grau de capacidade deficiente do educando..."(Alfredo Fierro)

As vezes percebemos o quanto somos abençoados por Deus ao sermos desafiados no nosso destino e mesmo sem saber o motivo pelo qual algumas pessoas especiais cruzam o nosso caminho porque sua contribuição não se resume apenas na construção de um conhecimento científico, mas em mudanças relacionadas à minha visão de mundo e à minha maneira de conceber o processo ensino-aprendizagem:nos fazem pessoas melhores.
Ao trabalhar com uma realidade totalmente diferente de qualquer outra que enfrentei até hoje, percebi que o que mais prejudica a humanidade é o preconceito e basta apenas o gesto de dizer sim que nos faz diferentes.
Quando falamos de preconceito, lembramos dos preconceitos raciais que a humanidade vem sofrendo ao longo da história, mas o pior preconceito acho que é o social porque a pessoa que sofre preconceito racial tem a oportunidade de brigar e lutar pelos seus direitos, enquanto que quem sofre o preconceito social com DM fica impossibilitado desta luta e depende de terceiros para lutarem pela sua causa.

Há alguns anos, nas olímpiadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida de 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás.
Então viraram e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: - Pronto, agora vai sarar! E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minhutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais....
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...
"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos..."

(desconhecido)

1.6.09

5º Salão de Educação a Distância



Quando encaramos o tempo com serenidade e conservamos acesa a curiosidade, continuamos aprendendo, consolidando sabedoria, ampliando a visão, relativisando conceitos. Na grande viagem da vida, quando alguns caminhos se fecham, outros se abrem

(GOLDIN; MALDONADO, 1995, p. 8).




Esta citação acima, abre o projeto que apresentamos no dia 28/05 no 5º Salão de Educação a Distância ,a colega Rosária Moraes e Marion Castro e eu. Trata-se de um relato do qual a colega Rosana Porto não pode participar mas que também foi participante ativa da construção do mesmo.
Este Projeto Temático fala sobre a Tecnologia na Vida Adultanosso relato foi emocionante porque além de autoras do projeto, pudemos relatar as nossas próprias experiências como parte integrante de um grupo que desafiou o tempo e foi obrigado a conhecer este mundo da tecnologia para poder estar hoje no 6º semestre de Graduação em Pedagogia de uma Universidade como a UFRGS e representando significativamente o quanto o grupo de Polo de Alvorada e também de outros polos busca fazer o melhor.
Mas este trabalho só pode ser mostrado porque temos ao nosso lado professores e tutores competentes e colegas maravilhosos que só nos fazem bem e que nos auxiliam na busca desta tão sonhada graduação.

26.5.09

As diversas formas da Arte

Sempre em minhas aulas procuro fazer com que os alunos busquem mostrar a sua aprendizagem em forma de arte, então resolvi desafiá-los pedindo que criassem em grupo uma história e a representassem com liberdade de escolha de qualquer forma (teatro, poesia, maquetes...) o resultado foi maravilhoso.
meu objetivo com esta atividade era desenvolver a escrita para trabalhar as partes principais da produção textual onde perceberiam a importância de um texto ter começo, meio e fim.
Por uma semana, disponibilizei meia hora por dia por uma semana para se reunirem em seus grupos, montados por afinidade, para organizarem sua apresentações.
Havia no grupo um líder, escolhido por eles que deveria organizar a responsabilidade de cada um dentro do grupo.
Hoje, após refletir sobre a atividade, vejo que além do registro posterior de como a atividade se desenvolveu, poderia te pedido que montassem uma Diário de Bordo como estamos fazendo para registrar nossa participação no PA.
Mas mesmo assim, fico orgulhosa em saber que proporcionei a eles uma emoção e um aprendizado que faz a diferença.

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
( Carlos Drummond de Andrade )

24.5.09

Descobrindo a Arte das Cores




Esta semana vi meus alunos do 2º ano da manhã, olhando muito interessados o painel de Arte feito com trabalhos da 4ª série da tarde sobre as cores primárias e secundárias.
Resolvi então mudar meu planejamento e explorar o ponto de interesse dos meus alunos do segundo ano, pedindo que olhassem bem o painel e que fizessem uma releitura do que viram em forma de reprodução individual.


A releitura é muito importante porque mostra através de sua individualidade a interpretação em forma de arte.
Segundo Piaget:

Quanto mais se constróem estruturas de assimilação mais se abrem possibilidades para aprender. Por outro lado, quanto mais se aprende, mais se constroem estruturas de assimilação, o que garante condições para novas assimilações. Nesse processo, percebe-se a síntese continuada entre as condições estruturais do sujeito (continuidade) e as condições do meio, físico ou social (novidade): “A assimilação funciona como um desafio sobre a acomodação a qual faz originar novas formas de organização” (BECKER, 2001, p. 20-1).

Vi alunos que nunca se interessavam em pintar e até não gostavam muito de atividades assim tendo interesse em mostrar a sua arte. O resultado foi magnífico.

" O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança
descobrir. Cria situações-problemas".

( Jean Piaget )


18.5.09

Tempo de Cores

Dando continuidade no trabalho de QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA, trabalhei com a mistura das cores primárias, obtendo as secundárias para que os alunos tenham a noção exata do resultados que dá a mistura das cores e associei esta dinâmica na prática para poder entender como se dá a mistura dos povos e assim, poder entender melhor como se deu a miscigenação das várias etnias no mundo e principalmente aqui no RS.
Dificilmente exista uma nação com tão complexa e variada composição étnica de sua população como no caso do Brasil.
Trabalhamos em um primeiro momento com a ancestralidade de todos nós e agora estamos trabalhando com as mistura dos povos onde se torna fundamental entender que somos resultado de uma mistura muito forte e que trazemos geneticamente característica muito importantes e hábitos que nos foram legados de nossos ancestrais e suas convivências desde o começo da humanidade nos permitindo partilhar as mais variadas misturas sociais que nos enriquece como um povo forte e que cultua sua ancestralidade.
Segundo a Profª Marilene Leal Paré

"Pensamos ser de fundamental importância um olhar na multiculturalidade existente em nossas salas de aula e especialmente no ethos da tradição africana ainda muito presente, que deve ser explicitado, principalmente através das nove (09) dimensões da expressão afrocultural".

1. ESPIRITUALIDADE – que mostra um conhecimento de uma força de vida não-material a qual permeia todas as atividades humanas.
2. HARMONIA – ser fundamentalmente ligado aos eventos da natureza e aos elementos do universo.
3. MOVIMENTO – característica dada numa trama de movimentos, dança, percussão e ritmo observados na batida musical.
4. ENTUSIASMO – receptividade especial a níveis relativamente altos de estímulos.
5. AFETO – importância da informação afetiva e da expressão emocional ligadas à co-importância dos sentimentos e pensamentos.
6. INDIVIDUALISMO EXPRESSIVO – brilho singular da expressão pessoal, do estilo da sinceridade da auto-expressão.
7. COLETIVISMO (TRABALHO COOPERATIVO) – comprometimento com a interdependência fundamental das pessoas, com os vínculos sociais e com os relacionamentos.
8. ORALIDADE – a importância dos modelos oral / aural da comunicação para transmitir um significado verdadeiro e cultivar a ação da fala.
9. PERSPECTIVA DO TEMPO SOCIAL – demonstra um comprometimento do tempo como uma construção social tal que há a orientação de um evento em torno do tempo.



Este foi mais um trabalho maravilhoso que só tenho aprendido e feito minhas descobertas juntamente com meus alunos e que me torna uma pessoa cada vez melhor.

17.5.09

Inclusão Social


Participando do Fórum 1: Educação Especial: histórias e políticas, vejo que não estamos preparados para receber alunos com necessidades especiais, porém, como relata o texto "HISTÓRIA, DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda, onde a lei garante a obrigação do país em prover a educação, é publicada, em dezembro de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96, cita a extensão da oferta da educação especial na faixa etária de zero a seis anos; a idéia de melhoria da qualidade dos serviços educacionais para os alunos e a necessidade de o professor estar preparado e com recursos adequados de forma a compreender e atender à diversidade dos alunos.
O problema, é garantir que essas conquistas, expressas nas leis, realmente possam ser efetivadas na prática do cotidiano escolar, pois o governo não tem conseguido garantir a democratização do ensino, permitindo o acesso, a permanência e o sucesso de todos os alunos do ensino especial na escola.
Nos falta preparo, especialização, apoio físico e pedagógico a assim caímos na infeliz realidade de que em vez de ajudar os alunos, os prejudicamos por não poder atender suas necessidades, muitas vezes prejudicando seu crescimento e aprendizado.
Não é a lei que irá garantir a inclusão do aluno com necessidades especiais na escola e sim, atitudes e recursos que nos permitam trabalhar com essas necessidades, não nos adianta ter "boa vontade", na prática é preciso ter condições para realizar o trabalho trabalho de forma que sua aprendizagem seja realmente significativa.

30.4.09

Projeto de Aprendizagem


Estamos trabalhando no PA deste semestre e está sendo muito gratificante trabalhar com as colegas CARLA FINATO, MARION, ROSÁRIA MORAES e SELVA. Ao desenvolver o PA sobre Barulhos, vejo o quanto amadurecemos em relação a trabalhar em grupo, aprendemos a respeitar as opiniões e a colaborar de uma forma para que o grupo cresça e aprenda cada vez mais. Se uma colega está em falta, outra vai lá e avisa, prontamente a colega faz a sua parte sem se sentir "mandada" e sim "lembrada" porque temos hoje a consciência da coletividade.
Estamos utilizando o Diário de Bordo novamente neste PA e está sendo um maravilhoso instrumento de comunicação e registro, isso só é possível após a nossa caminhada e crescimento como estudantes deste curso que tão bem nos tem conduzido no caminho da nossa tão sonhada graduação pelas professoras e tutoras.

22.4.09

Dilemas Diários


Quem de nós, assim como o Antropólogo Francês, já não teve seus dilemas e teve que tomar decisões que no momento pareciam as mais éticas possíveis e que na verdade se descobre depois que não era a melhor solução ou que passou por momentos de angústia e noite de insônia ao se deparar com problemas sociais tão comuns nas escolas públicas deste país. Ao pensar sobre a nossa responsabilidade ao escolher nossa profissão, somos obrigados e deixar a nossa postura como educadores e tendo muitas vezes que representar o pai, a mãe, o médico, o psicólogo, tentar sanar muitas dificuldades que não cabe a nós por "ética" resolver e que pela mesma ética nos vemos obrigados agir, porque ao mesmo tempo o governo não cumprindo com suas obrigações deixa ao abandono a sociedade.
Quem de nós, assim como a professor no filme "O Clube do Imperador" não se viu em situações semelhantes ao ter que decidir entre acreditar que tudo pode ser diferente e que nós podemos fazer a diferença na vida de um aluno.

"Os únicos limites das nossas realizações de amanhã são as nossas dúvidas e hesitações de hoje."

Franklin Roosevelt

16.4.09

Ancestralidade



É impossível falar de História sem fazer com que o aluno sinta-se parte integrante da mesma. Lendo o texto de Daniel Mundurucu -EM BUSCA DE UMA ANCESTRALIDADE BRASILEIRApara - realizar as atividades da Disciplina de QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA, achei muito importante a parte que diz que: Somos a continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás... Vindo de outros lugares... Iniciado por outras pessoas... Completado, remendado, costurado e...Continuado por nós. De forma mais simples, poderíamos dizer que temos uma ancestralidade, um passado, uma tradição que precisa ser continuada, costurada, bricolada todo dia.Por isso, alguns dias atrás, pedi aos alunos da 4ª série que fizessem um levantamento de sua ancestralidade, pedi que buscassem sua origem para poder proporcionar que eles fizessem o mesmo caminho de seus antepassados. Hoje então, em posse deste resultado de suas buscar através de entrevistas com seus pais, avós e bisavós, buscamos nos mapas, atlas e todas as formas de consulta geográfica das quais a escola dispunha, localizar os países ou cidades de onde vieram seus antepassados.
Após a exploração do material disponibilizado, alguns alunos escreveram o seguinte:

"Eu e meu amigo José Carlos, estavamos pequisando nos mapas e descobrimos que nossos antepassados eram de países vizinhos, Itália e França e que atravessaram o Oceano Atlântico para chegar em Porto Alegre"
Richard - 11 anos

" Hoje eu descobri muitas coisas interessantes em um trabalho da Profª Rosane como: nomes de cidades, países, a olhar os mapas e muitos outros"
Kiara - 9 anos

" Eu descobri que a minha avó veio de um país muito longe. Aprendi muitas coisas e conheci novas cidades e novos paíse e gostei muito de observar os mapas"
José Carlos - 9 anos

" Hoje eu descobri lugares interessantes, diferentes que não conhecia, me diverti muito com toda a turma nessa aula super legal. Descobri também qual foi o caminho que meus bisavós fizeram para vir da Itália para o Brasil"
Vitória Santarem - 9 anos

" Eu descobri muitas coisas interessantes, pois achei de onde minha avó paterna veio, gostei muito de olhar o mapa e ver o longo caminho que ela fez de Portugal até Porto Alegre. Foi muito legal...e por falar em vó, me deu uma saudade da vó Tereza"
Milena - 10 anos

" Hoje eu descobri que poder localizar o país de onde meu avô veio foi muito interessante e legal. Saber o longo caminho que meu avô fez por causa de um trabalho da profª Rosane"
Luiza - 9 anos
Montar o mosaico de etnias é algo fantástico.





Esta atividade é muito interessante porque começamos a falar sobre miscigenação das etnias e também falaremos sobre a colonização do RS e meus alunos saberão que fazem parte da construção deste Estado.

2.4.09

Quem precisa de quem?


Gostaria de falar sobre uma amiguinha muito especial que estou alfabetizando aos 38 anos. Ela é doce e meiga e quando a conheci, pensei nas dificuldades que teria em alfabetizá-la, mas seria uma nova experiência, cheia de desafios dos quais não imaginava que seriam tão gratificantes.
Passamos juntas 3 vezes por semana, os dias de aula tornaram-se dias de felicidade. Tenho aprendido muito com ela, a ser mais tolerante, a esperar o tempo dela, a compartilhar meus momentos com ela e ver o quanto a minha profissão como educadora é restauradora.
Educar alguém tão especial torna minha vida especial.

31.3.09

Relevante passado




Para realizar a atividade da disciplina de QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO, deveríamos montar uma galeria de fotos e contar um pouco da nossa história, nossos ancestrais e revolver lembranças do nosso passado. Como até os sete anos não tive convivência com a minha família parterna, muito poucos registros fotográficos tenho do meu pai quando criança ou jovem, os registros que tenho são a partir dos 50 anos que era a sua idade quando nasci. Por isso, pedi a minha tia (irmã do meu pai) que me conseguisse algumas fotos e foi um momento mágico, vi meus ancestrais de uma forma muito especial. Mas o registro que quero fazer é que descobri uma semelhança muito grande do meu filho com o meu pai, o que jamais imaginei anteriormente por não conhecer sua imagem de quando criança. Esta atividade foi maravilhosa e emocionante.

29.3.09

I Encontro de Pesquisa em Educação Musical - GEMUS/UFRGS



Participei no sábado I Encontro de Pesquisa em Educação Musical - GEMUS/UFRGS, foi maravilhoso, confesso que me atraiu o fato de se tratar de um assunto relacionado a música que é uma das minhas grandes paixões e da qual me fiz profissional como cantora.
Mas pensar em participar de um encontro no sábado o dia todo me fez quase desistir pelo fato de trabalhar na sexta-feira a noite, mas resolvi tomar coragem e apesar de ir dormir as 4hs da manhã, após o trabalho, acordei cedo e 8hs estava lá. Foi um encontro encantador, não senti nem sono porque o assunto se referia aos contos e cantigas infantis além de outros assuntos relacionados a música. Mas o que mais achei interessante foi a fala da professora Leda Maffioletti, a qual já tivemos o privilégio de sua presença em uma de nossas aulas de música,relatar a importância de preservarmos a nossa identidade cultural através das cantigas de roda, de ninar e contos infantis que vem sendo modificadas como passar dos anos. Segundo a sua fala, o folclore é a identidade de um povo e em identidade não se pode mexer e muito menos modificar a história de um povo que trás em sua música, parte relevante de sua construção hereditária e cultural.
No momento em que a profª Leda estava falando reportei-me imediatamente a nossa última aula presencial, onde a profª Marilene Parré nos leva a refletir sobre a importâncias de valorizar a nossa cultura e o quanto os registros históricos nos são de suma importância para a preservação da humanidade e o quanto é passado de geração em geração através de relatos de nossos antepassados.
Nós como educadores, temos por obrigação passar a essa nova geração, que passa pelas nossas mãos, a importância do nosso folclore e do conhecimento da história através da música.

22.3.09

Filosofia - O Pensador




Estava realizando o trabalho de Filosofia e ao procurar uma imagem para ilustrar o meu blog, me deparei com uma semelhante do meu filho de 8 anos que foi tirada nas férias, me lembro que ele me disse "Mãe tira uma foto de mim como O Pensador". Resolvi então perguntar-lhe agora se ele sabia o que representava a foto e ele me disse: "Que a escultura é feita para as pessoas pensarem mais antes de fazerem as coisas!"
Perguntei-lhe então, onde havia visto aquela imagem e o que ele sabia sobre ela e ele me relatou que viu em um gibi da Mônica.
Podemos então ver o quanto a Educação está caminhando para uma evolução que nos dá a possibilidade de rever conceitos antes desprezados e marginalizados por uma sociedade que vem lutando por sua liberdade.
Lembro-me que quando menina ainda na escola, nos proibiam de ler gibis porque não eram leituas "saudáveis".
Quanto esta leitura deve ter sido importante para uma criança de 8 anos que já sabe fazer uma releitura muito pessoal de uma escultura tão importante e o quanto deve-se levar em conta o conhecimento prévio deste pequeno em sala de aula. Assim como tantos outros alunos que nos privilegiam com seus relatos e suas vivências.

O Pensador (francês: Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.

19.3.09

Aula Presencial


Ontem durante a primeira aula do Seminário Integrador VI, pude perceber o quanto já caminhamos e crescemos como um grupo.
Ao ouvir o relato da colega Neusa, emocionei-me assim como muitas colegas ao perceber que o nosso crescimento não é somente teórico e sim vivencial. Mudamos de dentro para fora como se a maturidade nos tivesse dado o privilégio de renascer e descobrir que mudanças são necessárias para o crescimento pessoal e profissional.
Ao ver o projeto do meu grupo "Comportamento Infantil" sendo analizado pelo grande grupo, pela primeira vez percebi o quanto as trocas e interpretações nos fazem bem, confesso que não gostava muito de críticas e ontem pela primeira vez tive a oportunidade de ver o quanto as críticas bem fundamentadas nos fazem rever conceitos e o quanto nos dá abertura a mudanças para o crescimento, provando que diversos olhares nos fazem perceber não erros, mas possibilidade de aperfeiçoamento.

27.2.09

6º Semestre - Vencendo desafios



Difícil de acreditar que estamos começando o 6º Semestre.
Lembro-me de quando começamos...tantos desafios que achavamos que não seriam vencidos...e aqui estamos, firmes e fortes para uma nova etapa deste caminho de construção e aprendizado. Parece que foi ontem que estava me preparando para os 15 anos da minha filha e agora não menos ansiosa vejo ela ingressar no mundo acadêmico e sei que andaremos lado a lado em busca da formação tão necessária.
Novos desafios e novas buscas, porém com a alegria de poder compartilhar junto com ela este mundo tão fascinante que é a graduação e vivenciar caminhos tão semelhantes onde o crescimento agora é compartilhado em família.

20.11.08

Conclusões do semestre



Fazendo uma reflexão sobre este semestre, gostaria de citar como grande aprendizagem em relação a construção de uma escola democrática, baseando-me na realização das teorias propostas durante o V semestre, o quanto aprendi na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental em relação a esta construção, partido-se da autonomia e participação coletiva do seguimento escolar.
Podemos perceber que o processo educacional ainda tem um longo caminho que como é relatado no vídeo "Gestão Democrática" seguindo a fala do prof. Jorge Najjar quando há três fatores fundamentais, a transparência, o respeito à diversidade e a qualidade do ensino público.
Fazendo uma relação direta das teorias com a prática realizada na escola onde sou docente, vejo que estamos participando deste processo mesmo tendo heranças de uma gestão patrimonialista e que devido a isso, temos momentos que nos levam a busca da construção de uma escola democrática mas com resquícios de autoritarismo que muitas vezes não nos permitem uma autonomia verdadeira.
Vemos até mesmo partindo de um governo autoritário que não nos permite atuar em busca desta contrução e que tem punições rigorosas colocando a gestão em posição a nos precionar queira ou não o corpo docente, tirando a dita autonomia dentro das escolas.
A Gestão Escolar, partindo da pessoa da direção é parte fundamental em relação a abrir espaços para que esta construção democrática seja compartilhada e vivenciada através dos conselhos participativos e do seguimento escolar.
Quando há, juntamente com um governo autoritário, uma gestão autoritária, onde centraliza todo o poder de decisão em suas mãos, abrindo espaços somente nas decisões menos fundamentais, a democracia não é verdadeira e sim palhativa.
Sabemos que este processo é difícil porque vivemos em uma sociedade capitalista e individualista que trás consigo ranços da gestão patrimonialista e que na minha escola hora avança em direção a este novo caminho e hora regride neste processo tão importante para a escola que queremos um dia ter.