23.4.10

Mestres


Estudando sobre meu Projeto de Estágio, percebo que os teóricos estudados durante minha graduação se fazem presentes diariamente em minha prática docente. Para Piaget, o comportamento do ser humano não é inato, nem resultado de condicionamentos. Para ele o comportamento é construído numa interação entre o ser humano e o meio em que este está inserido. Por este motivo, trago uma proposta onde os alunos deverão agir sobre o meio, tendo experiências vivenciais importantes na construção do conhecimento. Essa práticas pode ser vista em vários momentos da minha formação como: Ancestralidade, Esculturas, Sistema de Medidas e muitos outros registrados neste blog.

Outro princípio importante é em relação ao educador, porque segundo Freire, o educador ao ensinar aprende, havendo uma transferência de conhecimento entre educador e educando e esta experiência também faz parte do meu cotidiano como relatei em Nada Acontece Por Acaso . No seu livro Pedagogia da Autonomia, Freire nos diz que o professor não deve apenas transmitir conteúdos e sim ensinar a "pensar certo", a criticar o que ler, a pesquisar, a ser curioso ne acima de tudo respeitar os conhecimentos prévios dos alunos e suas experiências.
Estes princípios sempre fizeram parte da minha docência, só que antes era por amor a minha profissão e por sempre me colocar no lugar do aluno e imaginar como ele veria o mundo e a mim que estava lhe proporcionando buscar de uma forma diferente de construir o conhecimento, hoje, mudando meu conceito sei que estou amparada por grandes mestres da educação e com a certeza de estar no caminho certo da minha profissão.

19.4.10

Aprender com os outros


Estudando Piaget que revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo, vejo que a aprendizagem é contínua e o quanto a fundamentação teórica nos auxilia quando percebemos a importância das relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer.
Enquanto aluna nas aulas onde tínhamos que trabalhar com nossas dúvidas e certezas, parecia-me que nunca teria resposta para nada porque sempre havia um "Por que? Onde? Quem sabe? E isso me fazia buscar exaustivamente uma resposta que parecia nunca estar sendo satisfatória, porém hoje como educadora, percebo qua não há uma resposta única e que muitas são as possibilidades e que as perguntas nos fazem buscar cada vez mais respostas e somente assim haverá a construção do conhecimento.

" O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança
descobrir. Cria situações-problemas".

( Jean Piaget )

17.4.10

Princípios Orientadores




Amparada por ideias construtivistas baseadas em Piaget, bem como, Freire em seu livro " Pedagogia da Pergunta" fundamento meu projeto "Seres Vivos - Conhecer para respeitar" elencando questões que norteiam os mesmos. São eles:

* Educar para a busca de soluções de problemas reais;

* Educar para transformar informações em conhecimento;

* Educar para a autoria, a expressão e a interlocução;

* Educar para a investigação;

* Educar para a autonomia e a cooperção.

Como educadora, percebo o quanto é importante oportunizar aos alunos momentos de trocas e de questionamentos que transformem informações em conhecimento. Esta semana desenvolvi meu planejamento onde os alunos após a visita ao laboratório de ciências fizeram muitos questionamentos trazendo para o grande grupo suas certezas provisórias e suas dúvidas temporárias. Foi maravilhoso aprender com eles a encontrar o caminho do conhecimento, porque eles nortearão a nossa aula procurando formas de mediar esta busca com muito mais interesse.

13.4.10

Tema Gerador



"Dando continuidade ao meu planejamento e na tentativa de realizar uma incursão pedagógica visando estratégias que difundam e se sustentem com tecnologia uma visão pedagógica e acreditando na pedagogia da incerteza proponho uma prática que busque o elo entre as dúvidas do educando em relação a vida dos animais. Para desenvolver este projeto, penso na utlização de multimeios que fomentem o querer saber mais sobre este ou outro animal qualquer ".

5.4.10

De Educando a Educador



Buscando ideias para meu estágio, procuro na internet sites interessantes de educação, pensamentos e reflexões e neste momento percebo minha evolução tecnológica ao longo destes quatro anos. Me vejo agora do outro lado tendo que pensar em estratégias para introduzir meus alunos no mundo da infomática. Me sinto tão insegura por eles serem tão pequenos...mas em 2006 nós também eramos em relação a tecnologia, porém ao mesmo tempo me vejo tão bem formada para isso, basta me lembrar nossa trilha...que nos abriu o caminho e seguindo as orientações de nossos mestres tudo tornou-se mais fácil e estamos aqui, no 8º semestre rumo ao TCC. Só espero poder ser tão competente quanto meus mestres e no final deste estágio ver também o quanto fui competente nesta nova forma de educar e de aprender.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. (Cora Coralina)

1.4.10

Iniciando Arquiteturas Pedagógicas



Iniciando o planejamento do meu estágio, percebi o quanto a preparação para este estágio foi importante, quando começamos este semestre, estava insegura e foram as perguntas dos alunos que desencadearam o ideia principal da minha arquitetura pedagógica, trabalhar com os animais, justamente as perguntas e curiosodades lançadas à partir da visita ao laboratório de ciências da escola. Por isso é importante oportunizar ao aluno a participação ativa nas aulas e valorizar seus conhecimentos prévios.
Quando o aluno se sente valorizado, nos apresenta materiais riquíssimos que serão de grande valor como foi o caso de uma aluna que trouxe para a sala de aula um "louva deus" lindíssimo, conservado em álcool como havia visto no laboratório no inicio do ano letivo. Todos se sentiram tão curiosos e motivados fazendo perguntas sobre a vida, hábitos, alimentação e características do animal que resolvi aproveitar este tema para então dar início a minha arquitetura.

"Desde pequenas, as crianças observam o mundo e formulam perguntas acerca dele, com a intenção de entendê-lo. Pela experiência e pela interação com os objetos, fatos e pessoas, elas vão produzindo respostas que, certas ou erradas, não são construídas ao acaso. A experiência pode não ser profunda ou suficientemente extensa, apotencialidade dos seus pensamentos pode ser insuficiente para formular o que nós chamamos de uma teoria científica, mas o processo pelo qual as crianças observam o entorno, formulam perguntas, buscam respostas e desenvolvem seus entendimentos e explicações para o que observam é muito semelhante ao processo de investigação científica.
Considerando esta perspectiva, a escola deveria oferecer situações em que os alunos
fossem instigados a seguir fazendo perguntas e a buscar explicações para os problemas
que se colocam e desafiá-los a desenvolver processos de interação intensa intra e interescolas, nos quais as trocas de experiências e de idéias abrem novas possibilidades de questionar e de compreender o mundo, tanto no sentido da ampliação horizontal (por generalização e/ou por extensão pelos diversos campos de conhecimento) como no da ampliação vertical"
(aprofundamento em compreensão)COSTA, Iris Elisabeth Tempel;MAGDALENA,Beatriz Corso; Faculdade de Educação/PEAD - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Mudanças


Hoje ao visitar o blog da colega Magali, percebi o quanto mudamos na nossa prática docente. Quando iniciamos nossa graduação muitas de nós nunca tinha utilizado o laboratório de informática com os alunos, muitas vezes por receio de não conseguir lidar como desconhecido. Hoje estamos dispostas a utilizar este espaço com total propriedade e confiança...brigamos e ansiamos por esta prática com nossos alunos.
Queremos ser inovadoras na prática da nossa profissão e por isso lutaremos, errando e acertando, afinal...somos todos aprendizes na escola da vida e é construindo o saber, praticando que iremos construir um novo conceito de educação.

"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo"
Paulo Freire

16.3.10

Ir e vir




Neste momento faço uma reflexão importante sobre o meu blog e seus registros. No começo deste curso em 2006, quando a professora Iris e Bea nos diziam que deveriamos registrar nossa caminhada ao longo desta jornada, imaginei exatamente este momento, em que ao retornar as postagens anteriores me emocionaria ao ler sobre a emoção de ter lido o primeiro texto de Paulo Freire...e quantos mais vieram depois disso!!!
Sobre o texto do Saramago, Procurando a Ilha Desconhecida, refleti sobre todos os obstáculos aos quais tivemos que transpor no decorrer de nossas vidas e como temos que ser persistentes quando queremos alcançar um objetivo.
E quantos foram estes obstáculos...quantas vezes pensamos em desistir, mas neste momento entram tutoras, professoras e colegas nos mostrando o quanto somos fortes e que não estamos sozinhas.
Enfim estamos aqui, começando um novo semestre com o estágio e rumo ao TCC. Bom recomeço a todos nós e que estes momentos se eternizem em nossas memórias e nossos corações.

8.3.10

8º Semestre


Incrível pensar que estamos iniciando o 8º semestre, parecia um sonho quase impossível e estamos aqui, nos preparando para o estágio.
Mas com certeza será de grande conquista e aprendizado esta nova etapa de construção da qual tenho orgulho de fazer parte sendo aluna de graduação em Pedagogia da UFRGS.

16.11.09

Arquiteturas Pedagógicas



Achei muito interessante trabalhar com PA, por isso meu grupo resolveu trabalhar partindo das curiosidades dos alunos. O mais interessante é que um dos alunos sugeriu que as trocas fossem feitas através do orkut já que se utiliza muito como meio de comunicação. Adorei a ideia e já há algumas perguntas que irei postar a seguir.

Desde pequenas, as crianças observam o mundo e formulam perguntas acerca dele, com a intenção de entendê-lo. Pela experiência e pela interação com os objetos, fatos e pessoas, elas vão produzindo respostas que, certas ou erradas, não são construídas ao acaso. A experiência pode não ser profunda ou suficientemente extensa, apotencialidade dos seus pensamentos pode ser insuficiente para formular o que nós chamamos de uma teoria científica, mas o processo pelo qual as crianças observam o entorno, formulam perguntas, buscam respostas e desenvolvem seus entendimentos e explicações para o que observam é muito semelhante ao processo de investigação científica.
Considerando esta perspectiva, a escola deveria oferecer situações em que os alunos
fossem instigados a seguir fazendo perguntas e a buscar explicações para os problemas
que se colocam e desafiá-los a desenvolver processos de interação intensa intra e interescolas, nos quais as trocas de experiências e de idéias abrem novas possibilidades de questionar e de compreender o mundo, tanto no sentido da ampliação horizontal (por generalização e/ou por extensão pelos diversos campos de conhecimento) como no da ampliação vertical (aprofundamento em compreensão)COSTA, Iris Elisabeth Tempel;MAGDALENA,Beatriz Corso; Faculdade de Educação/PEAD - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)


ORKUT
Christian - 10 anos * Professora Rosane como se escreve zero em números romanos?
Vinícius - 11 anos * Professora Rosane Deus criou todos mas quem criou Deus?
Vitória Merino - 10 anos * Professora Rosane será que Deus existe ou ele e só um mito ?
José Carlos - 10 anos * Existe o buraco negro???Se existe o que faz conosco?



Os alunos que não tem acesso a internet irão postar no laboratório de informática na semana que vem.

9.11.09

Sou uma pessoa comum. E você?




Fui criado com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era o flagrante do lanterninha dos cinemas!

Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximo, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, idosos, autoridades.

Confiávamos nos adultos porque todos eram pais de todas as crianças da rua!
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.

Hoje, sinto uma tristeza infinita por tudo que perdemos.
Por tudo o que meus filhos precisam temer.
Matar pais, avós, violentar crianças, sequestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade no noticiário policial.
Não levar vantagem é ser otário!
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.

O que aconteceu conosco?

Professores agredidos em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas.

Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte.

Que valores são esses? Carros que valem mais que abraços, filhos pedem como brindes por passar de ano.

Mais vale vinténs do que um gosto?

Que lares são esses?

Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga.
Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz e o lugar onde o bem e o mal são contrários, onde o mocinho luta com o bandido e o único medo é de quem rouba e mata.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero liberdade com segurança. quero tirar as grades da minha janela.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter. a cara limpa e o olho no olho.
Quero empregos decentes, salários condizentes, uma oportunidade a mais.

Uma casa para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Quero livros, cachorros, sapatos e água limpa.
Eu quero voltar a ser feliz!

Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem ultrapassa a faixa,quem não usa cinto, quem não paga a conta, quem não dignifica meu voto e cobra mensalão.

Abaixo o "ter", viva o "ser" e o "sentir"!

E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã!

www.velhosabio.com.br

2.11.09

O Garoto Selvagem


O Filme: “O garoto selvagem”, é um filme francês de 1970, do gênero drama, dirigido por François Truffaut e baseado em livro de Jean Itard, um médico francês que se torna responsável pela educação de uma criança selvagem que foi encontrada em 1798 em uma floresta francesa.
Estudando um pouco da história dos surdos, vemos o quanto houve evolução nesta área da educação, imagino o quanto deve ter sido difícil para o Dr. Jean Itard, assumir a educação de uma criança com sérios comprometimentos psicológios e sociais em uma época onde o preconceito era muito real e cruel.

Desde a Antiguidade, com a eliminação física ou o abandono, passando pela prática caritativa da Idade Média, o que era uma forma de exclusão, ou na Idade Moderna, em que o Humanismo, ao exaltar o valor do homem, tinha uma visão patológica da pessoa que apresentava deficiência, o que trazia como conseqüência sua separação e menosprezo da sociedade, podemos constatar que a maneira pela qual as diversas formações sociais lidaram com a pessoa que apresentava deficiência reflete a estrutura econômica, social e política do momento. Durante a maior parte da História da Humanidade, o deficiente foi vítima de segregação, pois a ênfase era na sua incapacidade, na anormalidade.(Miranda, 2003)

Embora se tenha suspeitas de que a família o tenha abandonado na floresta na intensão de matá-lo por alguma deficiência sua, o que era uma prática da época, o estudo deste menino deve ter sido significativo para esta área. Mas o principal responsável pela mudança comportamental desta criança foi o amor dedicado ao mesmo, pelo médico e sua auxiliar, Madame Guêrin que tiveram a coragem de ajudar esta criança por amor e a aprofundar o estudo nas diversas áreas do conhecimento humano.

Um outro fato interessante foi de Rochom P'ngieng, conhecida como "Mulher da Selva", que foi encontrada em 2007 após passar 18 anos perdida em uma floresta entre o Vietnã e o Camboja, foi hospitalizada porque se recusava a comer, afirmaram o pai dela e um médico nesta sexta-feira no Camboja. Contudo, após Rochom tentar fugir do local, o pai a levou de volta para casa.

A mulher desapareceu quando era uma menina em 1989 em Ratanakkiri, província a 600 km da capital Phnom Penh. Ela foi encontrada em 2007 nua e suja, após ser pega tentando roubar comida de uma fazenda.

Rochom não dizia palavras inteligíveis e fazia apenas "sons desconexos, como os animais". Sal Lou, que diz ser pai da mulher, afirma que Rochom foi internada em um hospital na segunda-feira. "Ela se recusou a comer arroz por cerca de um mês. Ela está magra agora. Ainda não consegue falar. Ela age totalmente como um macaco", disse.

Ele explicou que levou Rochom de volta para casa porque era difícil impedir que ela fugisse do hospital. Segundo Hing Phan Sokunthea, diretor do hospital de Ratanakkiri, a "Mulher da Selva" sofre de deficiência mental. "Gostaríamos de monitorar mais sua situação, mas não podemos porque o pai a retirou do hospital", disse o médico.


Percebe-se que neste caso o pai tenta impedir que os médicos ajudem a própria filha, será por proteção ou ainda exista nos tempos atuais um pai que tenha preconceito em relação ao fato da filha ter problemas mentais.

"Sabe-se muito bem que é dificílimo erradicar preconceitos dos corações cujos solos nunca foram revolvidos ou fertilizados pela educação: preconceitos crescem ali firmes como erva daninha entre pedras."
( Charlotte Bronte )

27.10.09

Perguntas...perguntas...perguntas...e assim o mundo evolui




Quando a gente pensa que sabe todas as respostas vem a vida e muda todas as perguntas!(Autor desconhecido)

24.10.09

Arquiteturas Pedagógicas




Estudando o texto do Seminário Integrador "Arquiteturas pedagógicas
para educação a distância", mais uma vez percebi o quanto este curso de formação a distância é um marco dentro da educação, tivemos no início deste curso um dos maiores desafios ao sermos pioneiros nesta modalidade de ensino na UFRGS, quanto orgulho de fazer parte deste grupo apesar do preconceito em relação ao curso a distância. Fomos lá e mostramos no 5º Salão de Educação a Distância o que está sendo a nossa formação. Mas também é preciso analizar que há motivos para este preconceito, afinal o ensino a distância também tem sua história e sua caminhada de conquistas importantes para chegar onde está hoje.
Tudo teve seu início na Europa, no início do século XX, os famosos cursos por correspondência onde os alunos recebiam material impresso o qual deveriam estudar e a seguir recebiam novos módulos de aprendizagem para dar continuidade ao seu estudo, mas na verdade prometiam algo que não poderiam cumprir, uma formação de qualidade, mas não se pode dizer que não foram importantes também como pioneiros e neste ponto sabemos que em tudo há um aprendizado e um crescimento.
Gostaria de tornar relevante o fato de que devido ao trabalho desenvolvido em relação ao EAD é preciso haver um suporte teórico como consta no texto citado:

As possibilidades abertas pelas redes digitais para o desenvolvimento
do trabalho participativo não podem prescindir de novas idéias sobre
como conceber e como viabilizar um novo modelo educacional, suportado
pela tecnologia (Costa, Fagundes et al., 1998)). No mesmo sentido,
Gómez (2001) entende que a incorporação das tecnologias nos desenhos
globais de teleformação não garante, por si só, a efetividade dos resultados,
devendo estar sustentada por uma teoria de aprendizagem que justifique
esse desenho e o delimite.
*

Hoje no século XXI avançamos muito no campo da informática e tecnologias que nos possibilitaram uma integração através da rede nunca antes vista. O aluno tem acesso a outras metodologias de aprendizado, fazendo uma relação muito importante do antigo ao novo, do tradicional ao moderno. Pode aprender de variadas maneiras estando onde estiver e no horário que puder, mas o importante é a interação entre o grupo de estudo. Quando há interação, não há isolamento e aí está a importância do Seminário Integrador que viabiliza os encontros virtuais e trocas tão significativos neste módulo e aprendizagem.

Nesta perspectiva, podemos pensar uma nova forma possível de
organização educativa que já não reúne seus estudantes e professores em
um mesmo prédio, com salas de aulas específicas para cada nível ou série,
com horários específicos para a realização das atividades de ensino-aprendizagem.
Uma escola ou um curso virtual de formação baseia-se no teletrabalho (Bianchetti, 2001), tendendo a substituir a presença física pela participação na rede eletrônica e pelo uso de recursos (programas e materiais) que favoreçam a construção conjunta (cooperativa). Na formação virtual (teleformação) ocorrem processos de coordenação que redistribuem constantemente distintas coordenadas espaço-temporais da comunidade
educacional e de cada um dos seus membros. A característica dessas novas coordenações, disponíveis em rede de múltiplos modos, é a capacidade de inclusão, abrangência e efeito sócio-educacional advindos de expressões culturais diversas (Castells, 2002).


Na frente de um computador podemos ter acesso as aulas de diversas formas, vídeo conferência, que é a reunião simultânea entre diversas pessoas localizadas em qualquer parte do mundo ao vivo ou não. Além disso, existem as salas de bate-papo que permitem a comunicação entre professor e aluno sobre qualquer assunto e materiais propostos em qualquer horário ou dia.
Quando iniciamos este curso pensamos...é barbada! Doce engano, estudamos muito mais que 4 hs diárias, parece que estamos sempre ligados e o que parecia um mistério se tornou paixão.

Porém essas novas possibilidades facilitam por um lado porque fazemos o nosso horário, mas de longe fica a chance de ser fácil porque existe um suporte teórico e pessoal muito importante que são os professores e tutores que estão nos formando com responsabilidade, o que fortalece e amplia as nossas possíbilidades de aprendizagem.

19.10.09

Cantinho da Leitura




Outro dia falei que tenho orgulho de dois espaços da minha sala de aula, mostrei o canto do teatrinho de fantoches e hoje vou falar um pouco do cantinho da leitura. Acredito que as imagens falam por si mesmas. Depois das atividades realizadas, meus alunos do 2º ano, vão para o cantinho da leitura onde há um espaço muito aconchegante para realizagem livremente sua leitura.
Hoje estava corrigindo alguns cadernos e comecei a olhar eles lendo e observei o quanto aquele cantinho e aquele momento era importante para eles. Olhei suas expressões e percebi a forma com que tomaram para si este espaço como se fosse um pedacinho da própria casa e é por estes momentos que vale a pena ser educadora, mesmo com todos os desafios financeiros e conflitos que enfrentamos dia-a-dia.


Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. (Cora Coralina)

Apresentação - VIVARTE - FAT - 2009

13.10.09

NADA ACONTECE POR ACASO




O início do ano de 2009 foi marcado por grandes turbulências e desafios. Perdi uma convocação e desesperada pensei como iria sustentar meus filhos. Quase a beira do desespero financeiro, no final de março uma colega trocou de escola e a diretora me ofereceu uma convocação para assumir um segundo ano. Depois de 12 anos trabalhando com alunos de 4ª série tive receio, porém não medo do novo desafio e assim entrei de corpo e alma nesta nova e fascinante fase da minha vida profissional. Quando assumi a turma, tive que aprender com eles como alfabetizá-los. Eles me ensinaram a ser mais tolerante, mais organizada e muito mais feliz. Cada conquista deles era uma conquista minha também, estamos crescendo juntos neste caminho do faz de conta. Tenho dois espaços maravilhosos na minha sala que criei para vê-los soltar a imaginação, um é o do teatrinho de fantoches onde também há fantasias e outro é o cantinho da leitura. Como é lindo ver eles se vestirem de fadas, gnomos e bruxas vivenciando a história de uma maneira ímpar. O que era um receio virou uma paixão, quero ser a bruxa, a fada ou mesmo a contadora de histórias que fará a diferença na aprendizagem deste pequenos que me fazem tão feliz e que me ensinaram a ser uma profissional melhor.
E como educadora, gostaria de publicar neste espaço um trecho do texto "Tem um monstro no meio da história (GURGEL, 2009). Revista Nova Escola. Agosto 2009.

"Também o elemento da dramatização é incorporado pelos pequenos no contato com narrativas", diz Lélia Erbolato Melo, linguista da Universidade de São Paulo (USP). "Eles vão percebendo e incorporando os ingredientes que tornam as histórias interessantes, como a ação, os conflitos e o inesperado, e trazem isso para aquelas que contam." Além disso, o acesso a textos tem um papel importante no amadurecimento afetivo dos pequenos, garantindo que ampliem seu universo de experiências para além do que podem observar no seu cotidiano. "Ao ouvir histórias, a criança cria hipóteses sobre como se sentiria se estivesse frente aos mesmos dilemas e situações do personagem", diz Gilka. "Para os menores, é natural que essa vivência, tão forte, seja incorporada às narrativas que constroem na forma de casos."

E como estudante de pedagogia sei que o melhor caminho é construíndo, vencendo desafios, buscando o conhecimento e sendo aprendiz sabendo beber a sabedoria do mais inocente dos mestres...a criança.

5.10.09

VIVARTE - Esculturas



Lendo o texto sugerido da disciplina de Didática, planejamento e avaliação, me torno mais segura ainda de que faço a diferença na aprendizagem dos meus alunos, principalmente quando lendo o texto sobre John Dewey(1859 - 1952) um filósofo norte-americano que defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumentos para a maturação emocional e intelectual das crianças nos mostra que na educação progressiva "O princípio é que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Nesse
contexto, a democracia ganha peso, por ser a ordem política que permite o maior desenvolvimento dos indivíduos, no papel de decidir em conjunto o destino do grupo a que pertencem".
)(26 ESCOLA - GRANDES PENSADORES). Trabalhando com escultura, percebi o crescimento dos meus alunos e o quanto tornaram-se críticos e cooperativos desde que começamos o processo de trocas na nossa turma no início deste ano letivo. Pesquisaram, questionaram e apresentaram esculturas feitas por eles de uma forma crítica muito especial.
Começamos indo ao Labin - Laboratório de Informática para que os alunos pesquisassem o que era "escultura" porque segundo Dewey "...as hipóteses teóricas só têm sentido no dia-a-dia" e lá viram as diversas faces das obras de artes livremente. Quando passamos a parte prática em que os alunos tinham em suas mãos argila para vivenciar a experiência de criar o que lhes desse vontade, foi maravilhoso poder ver no rosto deles o quanto estavam sentindo prazer em criar.
Uma aluna que entrou para a turma no mês passado me perguntou: "...o que deveriam criar, se estava perfeito ou então como eu queria que ela fizesse" Disse que deveria apenas deixar sua imaginação voar e que a arte não tem regra...é a expressão pessoal do artista. Ela me disse que não era uma artista e sim uma "simples aluna" demorou para conseguir perceber que eu estava dando um espaço que acredito ela nunca ter tido antes, enquanto que os outros alunos já acostumados a ter liberdade e autonomia para expressar seus sentimentos, afloraram numa explosão maravilhosa de sentimento em forma de arte.

"A meta da vida não é a perfeição, mas o
eterno processo de aperfeiçoamento,
amadurecimento, refinamento"
John Dewey